O meu coração é quadro,
Onde tinta vermelha escorre,
Um abstractismo exacto
E tinta a verde morre
Quantas texturas estranhas e
Momentos de loucura
É nesse mar que banha
Esta vida que perdura
Letras esvoaçantes
É pássaros ao natural
Com intenções boas
E as acções correndo mal
E o tempo vai passando
Com a pressa que ele tem
Rouba me os momentos
Que dá a quem não sei.
Um sorriso imposto
É a mascara constante
De uma pessoa sem rosto
Meu fiel amante.
Muros erguidos
É companhia deste céu
Protegem me do mundo
Importante é, meu véu.
De pequena esta chama
Que nesta chuva dança
Alma já perdida, sopra
Rajadas de esperança.
Eugeniu Verdes.
Muito creativo! Temos poeta!
ResponderEliminar