Soas-me a calma
e sabes me bem
Em quantas vidas curtas
as sombras me têm
Sabes me a muito
e ao nada que és
de tudo que fui
só a escuridão talvez
Quando via de tudo
e em branco pintava
só nas sombras da guerra
a paz desenhava
Sonhava com rosas, secas na guerra
cobertas de neve e enterradas na terra
de sangue as brancas manchando
o vento vagabunda mente soprando
Quando esquecidas pela neblina
que nela nadavam calmas
dançando ao som da morte
ceifando alma por alma
E agora?
Pouco mais restou
Pouco mais que cicatrizes
E medos plantados
Com as suas extensas raízes.
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