Páginas

domingo, 18 de novembro de 2012

Dança da Morte

Soas-me a calma
e sabes me bem
Em quantas vidas curtas
as sombras me têm

Sabes me a muito
e ao nada que és
de tudo que fui
só a  escuridão talvez

Quando via de tudo
e em branco pintava
só nas sombras da guerra
a paz desenhava

Sonhava com rosas, secas na guerra
cobertas de neve e enterradas na terra
de sangue as brancas manchando
o vento vagabunda mente soprando

Quando esquecidas pela neblina
que nela nadavam calmas
dançando ao som da morte
ceifando alma por alma

E agora?

Pouco mais restou
Pouco mais que cicatrizes
E medos plantados
Com as suas extensas raízes.





Sem comentários:

Enviar um comentário