Comecei por uma tela abstracta, branca como a neve, mas sem garantindo mundos ou montanhas.
Comecei por um ponto pois não me sabia descobrir nesse nada tão abundante como o meu interior, nada era apenas mais algo que se descrevesse por palavras lógicas como a própria lógica dos paradoxos que deixei debaixo de uma folha coberta com uma cama e alguns lençóis.
Eram cordas demais, as que nos laçavam e tantas mais eram as que se partiam do que gotas de choro celestial, uma salina ao fundo desenhei eu, apenas eu, não me perguntem o motivo pois só eu sei, e não me peçam para explicar pois sou mau com palavras, e ainda fazia o monte olímpico de cristais salgados desmoronar contra o teu ser.
Pergunta me antes o que procuro e direi te com toda a certeza que para alem de ti apenas super poderes fáceis de aderir e de uma forma barata, pois já nem o esforço está do meu lado deste jardim de alegorias um tanto sombrias como sombras e espectros de um arco-íris um tanto daltónico um tanto escuro.
Era eu a despir me dos meus sonhos e tu a olhar para o lado como quem não vê, era eu e os ossos brancos como a tela que desenhei pois dei te o meu trono para me governares mesmo sabendo que me ias perder, como quem escapa as rédeas de um cavalo desgovernado, ainda assim sorri e tentei não te atar as culpas pois mesmo descontrolado ainda tinha aquele ponto que me orientava naquele branco tão indefinidamente perto.
Se se prendesse essas culpas e esse peso que deixaste no meu peito ao teu fino e delicado pescoço que me agrada acariciar com os lábios serias mais um numero para a contagem da Ponte do portão de Ouro ou outra construída pela mesma gente. Seguravas a tua pedra boiando no mar azul até ao fundo onde a luz já não trapaça esse sal e a pedra as tuas 18h: 30 minutos.
No fim disso tudo apenas parti a tela e a fiz dela lenha para a nossa fogueira, quem sabe se aquece um pouco esta casa.
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