Sempre quis ajudar todos e sempre fiz questão de o fazer tudo que podia e as vezes o que não podia para ver um sorriso em cada face do quadrado alheio, mas olho em volta e caminho sozinho, olho em volta e nada mias vejo nada mais que apenas pó e teias de aranha de coisas que já foram e nunca mais serão.
Sinto me ferido, apunhalado, sentido, por todos que me abandonaram sem qualquer problema como se nada fosse e como nada tivesse sido. E depois é de esperar que chegue a essa fase em que em nada mais acredito e nada me aprece confiável a ponto de dar um primeiro passo, como se fosse uma ponte de madeira velha que temos medo de pisar pois não queremos cair de novo.
Quero confiar mas o bom censo das minhas feridas semi-cicatrizadas me impede me prende dentro de uma caixa escura com apenas um buraco para respirar e com uma luz de presença pálida e desvanecida, fechado dentro de mim mesmo nada mais espero nem de mim, a esperança foi se, onde não se sabe e sabe se pouco sobre ela, uma espécie de confiança própria que não está onde esteve e não está mais de modo algum pois nunca precisei dela, era criador mas agora quando está em falta nem eu próprio tenho confiança para a criar.
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