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terça-feira, 10 de setembro de 2013

Ninfa

A seis anos que vagueio num deserto escaldante, caminho solitário para um soldado desgasto pelas próprias guerras travadas, a água era escassa e o amor era por porções divididas pelo vento que me o trazia, verdade é que do habito animal me tornei e assim fui vivendo, vivendo dizia ele pois desgostava o vento que pouco trazia para cada dia, mais eram os escorpiões que poucos eram os que não me quiseram.
Em dias como este em que avisto um oásis pergunto os meus olhos cansados será? de cansado não fisicamente claro, confirma me se é verdadeiro no meio de todas as miragens e magias miraculosas que o fumo de mais um cigarro cria, do ultimo, sempre ultimo, cigarro tão ultimo como todos os outros anteriores mas não como este, o ultimo.
Depois da auto interrogação, olhos que viram erva verde, agua corrente, cheiro de Afrodite trazida pelo vento ou por ela mesma e quiçá por vénus , não vénus não é, será a mãe natureza com tantas folhas, presas aos cabelos compridos? Medo, medo é se for medusa, Medo é se eu não for um valente guerreiro para a derrotar, mas visto por esses ventos uma medusa não teme cobras portanto  folhas da mãe natureza, não não, apenas uma ninfa, sois minha ninfa, palavras ditas por este bravo marinheiro de agua doce que da sombra teme mas alcançou a ilha dos amores.
Passei a noite enrolado nos cabelos da ninfa que mais medos tinha que fios de cabelo, quando o vento batia o medo dela tapava me, quando as outras almas diziam o medo calava as e quando o medo entrava dentro de mim com a mão direita eu os afastava, um ritual deveras difuso no meio das estrelas que nada mais significavam ao lado dela, resta agora saber se o oásis era deveras miragem ou existiu mesmo de forma tão marcante pois os meus olhos ja nada viam resta saber agora se ela é a ninfa ou se sou e serei o tal   adamastor que petrificado fico vendo a ninfa indo embora, historias como estás não existem no imaginário de qualquer outro, até custa me pensar que a lenda sobre o fio vermelho possa ser verdade pois nada mais me ocorre no meio de tantos sentimentos expostos numa única noite na ilha dos amores, sortudo marinheiro que sou por ter ninfa como ela, sereias muitas outras passaram por este mar e nenhuma delas sabia cantar esta melodia como nos, nem mesmo Apolo que louvado seja, nem ele saberá.


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