Pergunto me os motivos de existir, e de assim o ser por defeito, mas não encontro qualquer resposta conclusiva no fumo que desvanece apenas por assim se querer, pergunto as folhas que no outono as vejo como me vejo a mim mesmo, mas não, elas não sabem ou não me querem dizem e duvido que se importem como eu que se importa com tudo além do que não entendo.
Elas dançam, eu estou parado a fumar apenas, elas dançam e eu continuo como se não me importá-se, vejo e tapo a vista por outra cortina de fumo, talvez devesse reparar mais no fumo que lentamente desvanece, talvez somos feitos de fumo e como ele nos queremos, desvanecidos, passageiros algo rápido e com significado para quem entende não para este cigarro que puxa de si mesmo por eu já não poder mais.
Apago a beata, paro e entendo, assim será de mim, uma beata que depois do fumo que só restos do que restou em algo sem utilidade a não ser para fertilizante das folhas da árvore que dançavam no outono.
Faz sentido, o eu existir, mas então e as folhas, e o fumo e tudo o resto?
O fumo existe na existência de folhas e coisas como folhas para eu me lamentar e os meus dedos também, as árvores existem para terem folhas que dançam para eu as admirar, e eu existo para poder fumar algo como folhas que admiro enquanto dançam e para ser a beata e as cinzas das próprias folhas que fumo.
O fumo existe na existência de folhas e coisas como folhas para eu me lamentar e os meus dedos também, as árvores existem para terem folhas que dançam para eu as admirar, e eu existo para poder fumar algo como folhas que admiro enquanto dançam e para ser a beata e as cinzas das próprias folhas que fumo.
Não talvez esteja enganado, pois quem sabe o que estas folhas sabem, não sabem a tanto quando na volta volto saborear mais uma enquanto penso em mim e nelas e em tudo o que somos sem o sermos e o que sentimos enquanto o tentamos entender.
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