Páginas

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Labaredas

Não nos tocamos, não , nunca fomos como o céu e a terra que defronte do ar que se queima em paredes quadradas nas camas redondas onde os lençóis se queimam em corpos molhados que se queimam e ardem  labaredas nuas, que queimam  os lençóis brancos à cama redonda e a própria casa onde os vidros já nada vêem  por tapar olhos com mãos vivas que escorregão numa linha vertical , horizontal, como for que seja.
Abro te os olhos, vivo em ti, penetro a tua mente semiaberta, qual ar qual quê, que homens que feitos de ar não são mais que  monstros ardentes que sentimentos os sentem, como te sinto a mim e me sinto em ti sentindo os dois num só apenas, união perfeita encaixe previamente pensado entre nos, nós que nos laçam, os nós dos laços que criamos entre nos, doce harmonia quase mutua melodia, nem outros como Mozart  souberam compor tão viva sinfonia como o bater dos nossos corações.

Sem comentários:

Enviar um comentário