A cada passo que dou na praia de areia fina, deixo marcas e cicatrizes profundas como se de espinhos de rosa se tratasse, oiço o som do teu mar a chocar com as minhas pedras e reflexos do que outrora fomos, não te distingo de céu portanto não te conheço, somos estranhos, estrangeiro ao te saber ver.
Quero te conhecer de dentro para fora, de fora por dentro, vezes sem conta, como ondas que vês e não contas pois se contasse saberias com o que podias contar, mas não, não sabes o ABC básico das regras dos meus laços, de tanto que não soubeste me laçar que ganhei raízes, em estado vegetal me visto a cada girar do céu, quem sabe se pudesses ver de que sou feito, talvez soubesses que o que a falta me faz são laços do que sou feito.
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