Páginas

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Ser

Gente, gente e mais do mesmo, tantos como não houve tantos  e mais como os outros tantos, vêem o que já viram e nada mais verão se não gente, lagartos sem rabos e céu mascarado com curtias cinzentas com medo de mostrar do que é feito, fazem do mesmo, dia após dia como se por função atribuída à máquinas sem sentido que o sentem e fazem o que lhes competem e competem todos pelos mesmos propósitos despropositados de sentido. Dormem, sonham, acordam e discordam dormindo de novo, vivem apenas como se o fizessem, mas não o fazem realmente, são paradoxos para a sua própria existência fútil e desprovida de qualquer razão válida para o ser. Ser que desejam o ser mas que nunca são, são eles senão sorrisos confortavelmente tortos virados para um centro gravítico de gravidade astronómica, o ser é mais que isso quando fazem mais do que apenas o que lhe compete, é mais completo quando no improviso são criados, como uma mancha numa obra de arte que tolerada pela sua singularidade se aprecia boquiaberta por gente céptica de olhares e valores predefinidos em livros de capas cruzadas e gente se se definem como eternamente ímpares em senso de pensar e ver e sentir, no fim de contas ser, mas como ninguém sabe o significado de tal verbo ou coisa indefinida, todos o são e ninguém o é, como se fossem os dois extremos opostos em simultâneo e ainda assim o procurarem de forma desesperada, quando o descobrem não o sabem definir e não o saberão até o deixarem de ser.

Sem comentários:

Enviar um comentário