Oh tu, que musa és? Tu que varres a vida para o escuro de um tapete pisado pelos trémulos e inseguros pés, oh tu, que deusa grega, oh, que deusa romana, vestida de nudez pousando numa cama, que escravo que me fiz e as roupas que usei, nas guerras que me fui e as vitórias que imaginei, quis me eu; quis me em ti procurei na algibeira mas mas nem guerra nem deusa senti, tu que foges e eu que corro, corremos os dois e gritamos por socorro, és tu no olhar onde tudo engata aos lábios dos silencio que nos mata.
Morto me quiseste e assim o foi o pássaro voa mas a asa ainda doí, caçador furtivo o que alem disso viste? caçaste mais corações que do que espécie que existe, não sei a minha mas qual é a tua, vives uma vida virada para a lua, sempre fugida sempre diferente, volta a viver aquilo que eu chamo de presente.
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