Dei por mim maravilhado numa vista de um dos miradouros construído numa cidade assente sobre sete colinas, prendeu me a vista e a perplexidade de uma paisagem que ninguém repara pois apenas lá existe.
Acendi um cigarro e enquanto me libertava os olhos e passeava os pés que me sustentam como um mendigo que sustenta um cão que nem a si mesmo se sustenta, caminhava por entre ruas e becos iluminados e calçada sempre presente.
Quando me libertei do olhar preso que me foi imposto, um desejo que se alojou debaixo da língua e que me penetrou a mente, um cheiro forte, um a café, que me seduziu como sereias em tempos fizeram antes de nos as caçarmos.
Cessezei o fogo da alma do cigarro que companhia me fizera e entrei num café donde a doce harmonia dos cheiros me conquistava sem me conhecer e amava me saber, um café comum, pouco iluminado e menos frequentado que todos os outros mas nem tanto imperfeito.
Cheguei me a frente onde o desejo me puxara como quem cordas me amarrara e no caminho os olhos que atentamente presentes me sinalizara de algo invulgar num café, um piano que ensurdeceu com as conversas de onde apenas se falava da bola e do bate boca do dia que nunca mais acaba e dois dias que nunca mais se diferenciam dos demais, cheguei ao balcão como todos os outros que o desejo presente se sente e pedi a minha bica, não me perguntem o motivo mas vi simpatia no bigode do homem de cabelos cinzentos que me atendeu, numa pergunta indiscreta, interroguei-o se possível era dar uma conversa ao piano que la presente estava, sem motivos para discórdia o homem do café me acenara com a cabeça em sinal que sim.
Cessezei o fogo da alma do cigarro que companhia me fizera e entrei num café donde a doce harmonia dos cheiros me conquistava sem me conhecer e amava me saber, um café comum, pouco iluminado e menos frequentado que todos os outros mas nem tanto imperfeito.
Cheguei me a frente onde o desejo me puxara como quem cordas me amarrara e no caminho os olhos que atentamente presentes me sinalizara de algo invulgar num café, um piano que ensurdeceu com as conversas de onde apenas se falava da bola e do bate boca do dia que nunca mais acaba e dois dias que nunca mais se diferenciam dos demais, cheguei ao balcão como todos os outros que o desejo presente se sente e pedi a minha bica, não me perguntem o motivo mas vi simpatia no bigode do homem de cabelos cinzentos que me atendeu, numa pergunta indiscreta, interroguei-o se possível era dar uma conversa ao piano que la presente estava, sem motivos para discórdia o homem do café me acenara com a cabeça em sinal que sim.
Bebi a bica, que maravilhosa estava como musa que me amava em tempos diversos, atravessei a sala por entre mesas e cadeiras que la a falta fazia nelas, sentei me junto ao piano toquei as telas como se apertasse a mão de um velho amigo que o tempo afastara, suspirei, comecei a dedilhar as teclas e numa paz de espírito presente e ausentei me numa peça de Michael Nyman em que o piano gentilmente me chorava.
De repente como quem não fazia prever e longe de onde o meu espírito voava, um homem idoso que pela sua presença não dera na mesa ao meu lado se encontrava, olhei para ele e reparei que amor fazia com o seu gin tónico acompanhado por um ou outro copo de whisky, ele olhou para mim e ofereceu me um copo para me acompanhar nessa noite que se fazia fria, agradeci lhe a simpatia pois percebera que não era os copos que convivência lhe faziam mas sim a ausência dela fazia os copos. Sentei me ao sei lado e numa ou outra conversa fui indiscreto perguntando lhe do motivo pelo qual se encostava tanto as suas companheiras de estado líquido, ele não hesitou dizendo que sabia que isso o estava a matá-lo, com um sorriso na cara mais presente do que eu ou o piano ou o próprio café que la se encontrava nessa rua cruzada, não é fácil respondeu me ele, caminhou na guerra e perdeu o cominho dos pés que desgovernados se encontravam por um ou outro bar, os meus amigos e companheiros murcharam na guerra quando a foice lhes ceifou a vida, diante dos meus olhos disse ele, a minha mulher morreu a poucos anos atrás, agora diz me tu jovem tu que fiel te mantens a todos os teus caminhos e que a morte não te furtou ninguém, enquanto ainda estas vivo por dentro porque te encontras aqui, perdido neste este bar desencontrado de ti mesmo a falar com um velho e com um piano surdo que esquecido esta do ultimo que o tocou, onde está a tua vida a tua chama o teu amor o teu pássaro ardente que falta presente em ti está?
Nessa noite eu calhei me mas juro que hoje em dia ainda não sei a resposta a perguntas como essas e nem o piano me soube responder, quem sabe onde estás tu pássaro meu quem sabe...
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